A curta semana que antecedeu o feriado da Padroeira do Brasil e o Dia dos Professores foi de encontros promovidos pelo SINPROESC junto aos professores do Colégio Educar em Biguaçu

e da FATENP de Palhoça, na terça e quarta feira, respectivamente.

O Presidente do Sindicato, Professor Carlos Magno da Silva Bernardo conversou sobre Reforma Trabalhista, proposta do encontro: “Café com Professores” e, a exemplo do que vem fazendo por onde passa explicitou pontos importantes e consequências desta Lei absurda que desampara e escraviza trabalhadores de todas as categorias e, de forma muito cruel, os professores.

Houve discussão profícua na FATENP, uma vez que um dos presentes é professor de Direito e também advoga para empresas. Foram importantes os pontos elencados pelo professor, pois suscitou o debate sobre o tema. Carlos Magno, que também tem formação na área do direito e há décadas dedica sua vida ao movimento sindical dos trabalhadores, em especial aos trabalhadores em educação, lembrou que a partir de 11 de novembro próximo, quando a lei entrar em vigor, a verdade nua e crua irá derrubar toda falácia propalada, como por exemplo: que a Reforma irá modernizar as relações de trabalho. Segundo o Presidente do Sindicato, houve um retrocesso absurdo que irá piorar o que já é muito ruim e os trabalhadores não terão sequer a quem recorrer, uma vez que o empregador dispõe de prerrogativas legais para precarizar as relações trabalhistas e negociar como bem entender o contrato de trabalho, inclusive individualmente, se desejar.

O que mais impressiona diante desta situação real e alarmante, segundo Carlos Magno, é a falta de consciência clara do que está por vir, muitos ainda permanecem apegados apenas na questão da contribuição ao movimento sindical, mas mal sabem que este valor, que era descontado uma vez ao ano, não da nem para bater na porta do advogado trabalhista na hora em que for demitido sumariamente, tendo seu contrato de trabalho nos novos moldes da lei, que permite inclusive trabalho intermitente, redução de carga horária e outras formas de retirar direitos do professor, que a partir desta data, talvez, tenha que negociar sozinho com seu empregador. É importante salientar que, vários direitos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho, como: triênio, bolsa de estudos, recesso escolar, licença maternidade maior do que previsto na CLT, irredutibilidade dos salários e outros, poderão não mais estar na CCT.

“Nosso dever é alertar a categoria, o que fizemos ao longo de décadas de atuação, infelizmente o mundo moderno valoriza mais o egoísmo, o individualismo e o consumo impensado do que as causas sociais, que realmente tornaria a vida de todos muito mais harmônica, saudável e prazerosa. Há muito que percorrer nesta caminhada rumo a um pais justo, fraterno e solidário, com divisão de renda mais equânime e relações entre capital e trabalho, mais equilibradas. Só assim o país irá dar o salto necessário. Isto só é possível é claro, investindo pesado em educação e nos professores. Tudo o mais é balela. Por isso há tão pou/co ou quase nada a comemorar em mais uma data alusiva aos professores. Há sim muito que lutar e reivindicar e só será possível, fortalecendo a participação junto às entidades de classe”. Afirmou o Prof. Carlos Magno

Texto: Paulo Cesar Amante

Assessor de Comunicação SINPROESC

Fotos: Leandro Furlaneto dos Santos