Paulo Skaf, presidente da FIESP, afirmou em entrevista concedida ao “Valor Econômico” que defende a prestação das contas da entidade, mas, por ser “privada”, não cabe fazer sua gestão discutindo publicamente.

Marcos Lisboa, da Folha de São Paulo, publicou em sua coluna no dia 27 de agosto de 2017, sob o título: “Liberal?” artigo que traz os principais pontos desta entrevista e denota claramente a posição da entidade, segundo Skaf, e ficam explícitos os paradoxos existentes para quem defende o Liberalismo como alternativa para o desenvolvimento do país.

Skaf destacou que cabe ao Tribunal de Contas da União (TCU) fiscalizar o emprego dos recursos públicos destinados ao Sistema S – SENAI, SESI, SESC etc. entidades que surgiram nos anos 40 com objetivo de oferecer cursos para trabalhadores da Indústria (SENAI), estendidos mais tarde para outras atividades como saúde, lazer e cultura (SESI) e comércio (SESC) etc.. As confederações patronais e seus desdobramentos estaduais, como FIESP, FIESC etc. cabe supervisionar as atividades do Sistema S.

O financiamento é feito através de contribuições compulsórias (imposto) que incidem sobre a folha de pagamento das empresas.

“Em 2015, apenas cinco entidades do Sistema S arrecadaram R$ 17,2 bilhões em contribuições compulsórias, segundo acórdão 699/2016 do TCU. A decisão colegiada critica a pouca transparência da prestação de contas…”.

Segundo o colunista da Folha, “a maior surpresa com a entrevista foi a defesa de Skaf de uma “economia liberal”. Afinal, nos últimos anos, a FIESP apoiou diversas medidas que vão na contramão de uma agenda liberal, como expansão de crédito subsidiado, as regras de conteúdo nacional e a intervenção no setor elétrico”.

“Se Skaf defende uma agenda liberal, cujo princípio fundamental e a livre concorrência, por que não propõe o fim da contribuição compulsória para o Sistema S”?

O que percebemos na verdade é um massacre contra as entidades laborais, enquanto as patronais continuam recebendo polpudos benefícios públicos com dinheiro de impostos sem termos claro como são aplicados estes recursos e os reais benefícios para os trabalhadores, uma vez que a maioria dos cursos do Sistema S são pagos pelos alunos e não gratuitos.

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Fonte: //www1.folha.uol.com.br/colunas/marcos-lisboa/2017/08/1913361-liberal.shtml

Paulo Cesar Amante
Assessor de Comunicação SINPROESC