Marias, Doralices, Luizas, Helenas …

Mães, esposas, professoras, trabalhadoras de todos os ramos e atividades…  Mulheres!

São tantas! Anônimas ou conhecidas do público, a exemplo de Marilena Chauí, que dispensa maiores apresentações, e, mais recentemente, com o advento das redes sociais, a Professora Heley de Abreu Silva Batista, que ficou conhecida de todos por perder sua vida, tentando salvar crianças do incêndio provocado por um segurança da creche em que trabalhava no interior do estado de Minas Gerais, em 2017.

Desde tempos imemoriais, as mulheres lutam por seus direitos, seu espaço e, principalmente, por igualdade, num país tão desigual, onde o machismo ainda é imperioso, onde muitos homens assediam moral e sexualmente as mulheres, as tratam com desrespeito e truculência, onde mulheres são violentadas, abusadas, agredidas até a morte.

É certo afirmar que muito já se caminhou muito, para que estes absurdos inomináveis fossem banidos. As mulheres vêm ocupando espaços de poder, de decisão, de comando e liderança, em todas as áreas do conhecimento, em todas as atividades e profissões.

Na educação, inúmeras conquistas e contribuições científicas têm como protagonista, mulheres, a exemplo da Professora *Joana D’Arc Félix de Souza, 53 anos, que superou a falta de estrutura, a fome e o preconceito para se tornar cientista, PhD em química pela renomada Universidade de Harvard, dos Estados Unidos. Hoje, ela soma 56 prêmios na carreira, com destaque para a eleição de ‘Pesquisadora do Ano’ no Kurt Politizer de Tecnologia de 2014, concedido pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abquim).

Desde 2008, ela também é professora da Escola Técnica Estadual (ETEC) Prof. Carmelino Corrêa Júnior, mais conhecida como Escola Agrícola de Franca, cidade do interior de São Paulo, e molda novas gerações a seguirem sua trajetória inspiradora. *https://educacaoetransformacaooficial.blogspot.com.

Apesar dos avanços, muito ainda precisamos evoluir para que nossa sociedade acabe definitivamente com toda forma de violência contra as mulheres e para que elas sejam de fato e por direito, tratadas com a deferência e o respeito que merecem!

 “É preciso superar de vez as mazelas herdadas do patriarcado e avançarmos urgente e de fato, na construção de uma sociedade com igualdade de gênero”, afirma o Prof. Carlos Magno, Presidente da entidade.

Neste 8 de março, dia internacional da mulher, nós do SINPROESC rendemos nossas homenagens a todas as trabalhadoras em educação, a todas as mulheres que não fogem à luta!   

Por: Paulo Cesar Amante,
Assessor de Comunicação