O PROCESSO DE ENVELHECIMENTO HUMANO

Maria Tais de Melo. Dra

O envelhecimento é uma questão explorada por pesquisadores, epidemiologistas e estatísticos por meio de investigações científicas encontradas na literatura nacional e internacional, que revelam a projeção notória desta população de idosos. Como técnica que atua no contexto do sistema único de assistência social (SUAS) atuando diretamente com o usuário idoso em situação de vulnerabilidade, não se poderia deixar de participar desta discussão.

No panorama mundial, a população idosa aumenta significativamente e o contraponto desta realidade aponta que o suporte para essa nova condição não evolui com a mesma velocidade. Diante disto, a preocupação com esse novo perfil populacional vem gerando, nos últimos anos, inúmeras discussões e a realização de diversos estudos com o objetivo de fornecerem dados que subsidiem o desenvolvimento de políticas e programas adequados para essa parcela da população, que requer cuidados específicos e direcionados às peculiaridades advindas com o processo do envelhecimento, sem segregá-los da sociedade.

Neste estudo utilizam-se as orientações da Organização Mundial de Saúde – OMS, que definiu como idoso um limite de 65 anos ou mais de idade para os indivíduos de países desenvolvidos e 60 anos ou mais de idade para indivíduos de países subdesenvolvidos.

Ressalta-se que a qualidade de vida e o envelhecimento saudável requerem uma compreensão mais abrangente e adequada de um conjunto de fatores que compõem o dia a dia do idoso e das questões culturais e ideológicas que permeiam em nosso imaginário social. Vale destacar que existem diversas formas de representar este processo, que são distintas em variados contextos, como por exemplo em países orientais onde o idoso é altamente valorizado por sua sabedoria e respeitado na sociedade, o que já não é da mesma forma em sociedades ocidentais, onde o envelhecer tem muitas vezes uma conotação de perca de produtividade e acaba sendo um momento doloroso e sem a atenção devida das políticas públicas. Dessa maneira, esperamos que esta obra possa contribuir para o debate técnico na área do fortalecimento da rede de proteção social ao idoso.

Sabe-se que este é um tema complexo e com inúmeras variáveis. Porém, enquanto profissionais que atuam na espera da assistência social, é urgente que se passe a discutir pré-requisitos básicos direcionados à melhoria da qualidade de vida do idoso, considerando sua multidimensionalidade e necessidades. Desta forma dá-se ênfase nesta obra a algumas categorias teóricas ligadas a aspectos psicossociais, pois se entende que o conhecimento é a base para tomada de decisões no cotidiano profissional.