As negociações com o SESI estão muito difíceis. No ano de 2016/2017 com a implementação da Reforma Trabalhista, o SESI negou-se em continuar as negociações, sua intenção naquele momento era pura e simplesmente a retirada direitos, como por exemplo, a obrigatoriedade de homologar as rescisões no sindicato. Em 2016/2017 ficamos sem Acordo Coletivo, portanto sem o devido reajuste.

Iniciamos em 2018 as tratativas para discussão do Acordo Coletivo e novamente esbarramos em situações que não são favoráveis aos Professores(as). Por este motivo, encaminhamos ofício ao Ministério Público do Trabalho (MPT) requerendo a intervenção da Procuradoria no sentido de mediar e dar oportunidade as negociações coletivas para uma possível conciliação dos impasses existentes.

Temos consciência que nada é imutável, que a dinâmica requer mudanças estruturais profundas, mas ao mesmo tempo temos também clareza da necessidade de fortalecer os laços e as lutas em prol de uma sociedade minimamente civilizada, longe da barbárie do capital que escraviza a todos, indistintamente, com um só objetivo: o lucro!

A luta com certeza vai além do próprio umbigo, como diz o dito popular, e necessariamente deve ser empreendida para que haja um salto qualitativo na vida do povo brasileiro, já calejado de tanto ser esfolado por políticas que favorecem apenas o capital especulativo, o lucro fácil, em detrimento do bem-estar da população.

Somos sabedores que o papel do sindicato vai muito além de representação da categoria dos professores, por isso mesmo entendemos que é necessário que também esses, despertem do sono letárgico que os coloca na vala comum dos que apenas impensadamente criticam, colocando sentimentos acima da razão e assim, deixando de contribuir para que efetivamente tenhamos a sociedade que desejamos, até o momento, muito mais da boca para fora do que efetivamente em atitudes.

Rogamos forças e disposição para continuarmos insistindo, desejamos que mais professores se somem a entidade e a luta, e, unidos, coesos e determinados possamos adaptarmo-nos aos novos tempos, sem deixar que morra a instituição e ideais de liberdade, fraternidade e igualdade.

Difícil? Sabemos que sim!

Impossível? Temos certeza que não!

Prof. Carlos Magno da Silva Bernardo
Presidente