Chegou ao nosso conhecimento no início desta semana, por meio de denuncia que inclui um áudio e algumas mensagens trocadas pelo aplicativo WhatsApp, onde proprietários de escolas privadas conversam entre si. Até aí tudo bem, não fosse o teor da conversa e a forma como a pessoa incita as demais em claro ataque a professores, os mesmos que em outros tempos garantiram o funcionamento e o lucro dessas instituições.

Estamos atravessando uma grave crise, de cunho econômico e de saúde. O ano está comprometido e a manutenção das instituições corre sim sérios riscos, inclusive de insolvência, porém, não podemos admitir que alguns empregadores alimentem a desordem, o calote, a precarização total dos direitos adquiridos.

Entendemos que a energia e o tempo gastos por esta pessoa que toma a frente e faz as provocações, destacando-se aqui como liderança às avessas e negativa, poderia ser empreendida no sentido de buscar junto à comunidade escolar (professores, auxiliares da administração escolar, pais, alunos e sindicato) possíveis soluções para tempos tão duros e difíceis que todos, eu disse todos estamos atravessando. Não sem angústias, perdas, medos e dificuldades financeiras. Inúmeras são as razões para que nos preocupemos, mas uma só é mais forte e mais importante que todas as demais somadas: a manutenção da VIDA!

Não conheço uma só pessoa que não deseje retomar as atividades laborais, garantir o sustento próprio e dos seus, isto inclui professores e trabalhadores em educação da rede pública e privada, até porque o trabalho remoto tem sido muito mais estafante e difícil que o presencial, porém, ninguém em sã consciência é louco de colocar a si próprio e aos seus semelhantes em risco comprovado de contaminação por coronavírus.

Estamos alertas, vigilantes e certos que a justiça prevalecerá, mas não sem que o povo fique ciente de que os tempos são de solidariedade, de buscas conjuntas de soluções para as inúmeras crises, de diálogo e respeito. Tudo que contrarie o bom senso e coloque em jogo a vida das pessoas, deve sim ser rechaçado de pronto e o SINPROESC, assim como todo movimento sindical se faz presente no sentido de denunciar publicamente tais abusos, para que todos saibam que a prática tem sido recorrente, as ameaças crescentes e os rumos da educação estão muito comprometidos, não só pela pandemia, mas principalmente pela ganância que transformou o que há de mais importante para o desenvolvimento de uma nação, em mera mercadoria.

 

Prof. Carlos Magno da Silva Bernardo
Presidente