Professor Pércio – a serviço da educação.                                              
Educando para a vida!                   Fone: 9909-6066          profpercio@hotmail.com                                                      
Professor de Geografia, pesquisador formado pela UFSC, leciona em colégios da rede pública e privada, estudante de Psicologia na UNISUL.
Ano 2 – edição 054/2011 04 de Agosto de 2011.
EDITORIAL.
Falarmos em melhorar a qualidade da Educação, talvez nos soe como uma falácia e não meramente uma construção significativa de um processo que exige competência e vontade “política” de ingressar planos que condizem com a realidade brasileira, buscando aperfeiçoar as medidas e atingir os objetivos de aprimorar as metas da Educação, firmando a capacitação do indivíduo, preparando-o para a firmação do mercado e mão-de-obra. Nesta edição, procuro

discutir através de uma reportagem, que não dependem exclusivamente do professor, os caminhos que devem ser seguidos, mas se do outro lado, não houver cooperação e investimentos mais firmes em contribuir para que alcancemos os melhores índices e aproximarmos dos países do primeiro mundo; ampliar o número de anos de estudo e melhorar a qualidade do ensino são providências essenciais para qualificar melhor a mão de obra.
Os assuntos que permeiam e vêm à tona sobre como atingir melhores índices na Educação tem causado mal-estar em qualquer um que se envolva ou se comprometa em discutir as razões que explicam o estrangulamento do ensino, enquanto vemos nações nos ultrapassarem, esperamos os governantes traçarem um caminho, mas que comece com a Educação, pois este é o caminho! Boa leitura. Um forte abraço! Professor Pércio.
Contribuição significativa – gostaria de agradecer os inúmeros emails que recebo das mensagens compartilhadas, de notícias e reportagens de diversas regiões do país que me chegam com muitas riquezas de conteúdo e que me fazem (re) viver e o pensar como é importante convivermos num processo democrático e aberto para as discussões e o debate. A mensagem abaixo é de uma professora de Língua Portuguesa, da cidade de Toledo/PR comentando sobre a notícia que divulguei em relação ao livro do MEC, que acabou causando uma polêmica e mal-estar para os educadores da Língua Portuguesa e digamos para todo o Brasil.
Prezado Professor: 
Li seu texto e, confesso, da forma como a mídia divulgou e polemizou a distribuição do livro citado, não poderia ser outra a sua opinião.
É extrema a necessidade de se melhorarem os índices de aproveitamento dos nossos estudantes nas disciplinas básicas, como Português e Matemática. Mas, convenhamos, na prática, em sã consciência, quem sabe que nossos governantes “vendem” a nossa qualidade na educação em troca de milhões e milhões em financiamentos com o Banco Mundial, etc., etc., etc…? Quem sabe que nossos governantes não têm uma política de estado voltada à educação? Troca o governo, troca a política de direcionamento dos programas, projetos e tudo o mais, direcionados aos nossos estudantes?!
Caro colega Professor, muito além da nossa responsabilidade enquanto educadores fazemos parte de um sistema e, muito embora nossos representantes, na sua maioria sequer se preocupa com isso… Ah, Professor, o problema é muito maior do que, de novo, a mídia consegue divulgar! Até porque há um grande jogo de interesses que se sobrepõem às necessidades da população. A mesma população que tem seu próprio vocabulário e precisa, sim, aprender a chamada Língua Materna e saber usá-la; sem, no entanto, nos esquecermos de valorizar a variabilidade linguística que, aceita ou não, existe e pode dar novo rumo à dignidade do cidadão… O mesmo cidadão que, apenas em épocas de interesse, são, também, os eleitores de quem não dignifica sua existência.
Tenho uma vasta leitura e pesquisas sobre a Variação Linguística e posso lhe afirmar, seguramente, que ninguém quer “acabar” com nossa Língua Portuguesa. O que defendemos é a adequação deste código às mais diversas contextualizações pelas quais perpassa o nosso cotidiano. Há muito o que se estudar e considerar, pois que a língua é viva porque vivos somos nós.
Podemos renovar tais considerações, em discussões sadias e relevantes. Apenas quis participar-lhe minhas leituras, minhas pesquisas, que podem redirecionar tal discussão, com fundamentação segura e coerente. Diferentemente, como já disse, da mídia que, quase em sua totalidade, prestou-nos um desserviço.
Obrigada pela oportunidade de reflexão!
Abraço!
Márcia Regina Ciambroni
Professora de Língua Portuguesa
PDE 2009 – Toledo / PR
Obrigado professora Márcia, tenho recebido suas mensagens e reflexões, continuemos na caminhada e a busca por uma melhor educação.

Pela transparência. Expor a nota do Ideb em porta da escola pode se tornar lei federal – e isso é bom para o ensino. Nenhum termômetro para aferir o nível do ensino nas escolas brasileiras é tão abrangente quanto o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), criado em 2007. Com base no resultado de uma prova aplicada aos estudantes pelo Ministério da Educação, o Ideb fornece para 46000 escolas públicas do país uma nota de zero a 10 – e uma meta para que avancem. Tal indicador, divulgado no site do MEC, é tão valioso quanto ignorado, inclusive por educadores que supostamente deveriam tê-lo como norte.
Existe um consenso de que, se bem divulgado, o Ideb poderia funcionar como uma poderosa ferramenta para melhorar o ensino. Antes de tudo, por escancarar uma realidade que é desconhecida da maioria. Ainda que escolas brasileiras formem jovens incapazes de ler e compreender um texto e que tropeçam nas operações mais básicas da matemática, 90% dos pais e alunos aprovam o ensino, segundo uma pesquisa CNT/Sensus. Eles devem tomar ciência do cenário para que se indignem e passem a pressionar as escolas por avanços. Ao contrastar a nota de um colégio com a média da cidade, a lei também ajudaria as famílias em um momento crucial – o de optar por uma escola. Com a nota alardeada no portão, será fácil distinguir as boas das ruins. Lançar luz sobre o que dá certo tem sido um modo eficaz de enfatizar as boas práticas acadêmicas. Enquanto as escolas que primam pelo alto nível ficam em evidência, aquelas em que grassa o mau ensino tendem a perder alunos e correr para melhorar, sob o risco de fecharem as portas. A transparência desencadeia um ciclo virtuoso em prol da qualidade.
47% dos coordenadores pedagógicos da rede pública desconhecem a nota da própria escola no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), do MEC. (Fonte: Fundação Carlos Chagas / Fundação Victor Civita).
Somos quem queremos ser.
A década começa com muitas dúvidas sobre a cara que o país vai ter.
Quando um país cresce, ou seja, quando cada vez mais gente tem mais dinheiro para gastar, indústrias e empresas precisam produzir mais. Para fazer isso, os empreendedores necessitam, basicamente, de dois tipos de capital: o físico, relativo à infra-estrutura (energia, máquinas e instalações adequadas), e o humano (braços e mentes para o trabalho).
Calvin e seus amigos.

Enfrentar o desafio de melhorar a qualidade nesta década.
O caminho do desenvolvimento passa, inevitavelmente, pela Educação. Para suprir uma demanda cada vez maior e mais sofisticada, é fundamental qualificar a mão de obra. Se desejarmos seguir a trajetória dos países de primeiro mundo, precisamos aumentar o número de pessoas com formação técnica e superior. Um desafio e tanto, já que menos de um terço da população brasileira possui graduação ou curso técnico, índice muito inferior à média de 44% da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne as nações mais desenvolvidas do planeta.
A lição de casa deve começar na Educação Básica. Não podemos mais fugir dos dois maiores obstáculos que se colocam para a evolução dessa etapa da instrução. O primeiro deles é ampliar o número de anos de estudos da população brasileira, ainda baixo. O segundo obstáculo: melhorar a qualidade do ensino. Os últimos resultados do PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) e o relatório anual De Olho nas Metas, do movimento Todos pela Educação, indicam que a grande maioria dos estudantes de 5° e 9° anos está muito abaixo do nível adequado para sua série. Ainda que a realidade limite o alcance dos sonhos, o desejo de mudança tem, sim, o poder de modificar o que há por vir. No universo das relações humanas, o futuro responde à força, e à ousadia do nosso querer. Concordamos que a Educação é essencial para entrar no primeiro mundo? Então, precisamos persistir no receituário das nações bem-sucedidas: valorizar o professor, aperfeiçoar o sistema de avaliação, focar a formação e investir em infra-estrutura.