Mais um primeiro de maio, mais um ano se passou. Do sinistro que deu origem ao Dia do Trabalhador até o momento, mudaram as formas de sacrifícios impostos, mas elas continuam “matando” o trabalhador, ainda que não mais com fogo, mas com métodos cruéis que também sufocam e adoecem corpos, mentes e espíritos em virtude das exigências cada vez maiores por produtividade tendo em troca disto benefícios e garantias cada vez menores. Esta falta de garantias gera dúvidas, medo, instabilidade e desânimo em qualquer ser humano minimamente reflexivo e em consonância com a realidade.

Todos sabemos do estado de exceção e incertezas gerados pela pandemia, mas não podemos esquecer que é fato o desmonte sistemático dos direitos dos trabalhadores no país, com aval de governos seja golpistas e ou populistas, seja de direita ou de esquerda, que atendem unicamente interesses da elite. Basta atentar para fatos com o devido distanciamento “ideológico” tão propalado indevidamente nestes tempos macabros que atravessamos, não só pela pandemia, mas pelo descaso das autoridades com o povo em geral.

Mais uma vez, professores são ainda mais exigidos e na rede privada de ensino, de forma muito mais incisiva, pois temos que trabalhar a distância sem que tenham sequer tempo para treinamento, por certo necessário ao desempenho da função por novos meios, demandando cargas de trabalho aumentadas e, em inúmeros casos e instituições, tendo seus salários diminuídos, com amparo em MP “legais” e some-se a isso as centenas de demissões ocorridas nos últimos 60 dias.

Evoluir é preciso, porém, precisamos é ter clareza e discernimento para que o movimento seja realmente de evolução, que implique em: equidade social, paz profunda, direitos iguais, preservação do meio ambiente, acesso universal a saúde, habitação, saneamento básico, renda mínima suficiente para manutenção da vida com dignidade, enfim, desenvolvimento sustentável e justiça social.

Nós do SINPROESC continuamos nos adaptando aos novos tempos e atentos a tudo que vem ocorrendo, cumprindo nosso papel e reforçando a necessidade de união e luta para que esta transição para um patamar mais evoluído se dê com os requisitos supracitados e com a devida valorização daqueles que efetivamente podem, devem e contribuem para a transformação das pessoas.

Que seja um dia de profunda reflexão e ação na busca de relações laborais mais justas e equilibradas.

Prof. Carlos Magno da Silva Bernardo
Presidente